2S Inovações Tecnológicas
RSA Conference 2026 (RSAC), que seguiu de 23 a 26 de março em San Francisco, nos Estados Unidos, se mantém como um dos principais termômetros globais de cibersegurança — e, neste ano, um tema em especial se consolidou de forma clara: a maturidade da discussão sobre inteligência artificial.
É o que constatou o nosso Diretor de Segurança da Informação, Henrique Lucena, que foi até lá representando a 2S Inovações Tecnológicas para acompanhar de perto as sessões estratégicas e os encontros com líderes do setor.
Reunimos, abaixo, os principais momentos e os insights de Lucena a respeito dessa evolução do mercado, saindo do hype e entrando, de fato, na realidade operacional da IA.
Lucena destacou a participação de George Kurtz, cofundador e CEO da CrowdStrike, e um dos nomes mais influentes do mundo em segurança da informação: segundo o especialista, não é possível frear a IA, mas também não é possível acelerar sem controle.
Kurtz fez uma analogia com a ideia de “colocar o cinto de segurança para poder ir mais rápido”, que traduz o desafio enfrentado pelas organizações hoje. A pressão por produtividade, escala e automação é real — especialmente com o avanço de agentes de IA —, mas cresce junto com ela a necessidade por:
Sem esses elementos, o ganho de velocidade pode rapidamente se transformar em aumento de risco.
Outro nome expressivo que esteve no palco da RSA 2026 foi Tomer Weingarten, CEO da SentinelOne, que falou sobre um dos grandes desafios na adoção da IA: usar a tecnologia para aumentar nossa capacidade, e não para substituir nosso senso crítico.
“Não estamos falando só de proteger sistemas, modelos ou agentes. Estamos falando também de preservar a capacidade humana de julgar, validar e decidir”, comenta Lucena.
Já no Cisco Symposium, a agenda paralela organizada pela Cisco dentro da RSA Conference, a abordagem foi mais prática e direta: os agentes de IA vão fazer parte das operações, independentemente de resistência. “Não se trata mais de ‘como impedir’, mas ‘como controlar’”, resume Lucena.
Entre os principais pontos abordados:
Um dos tópicos mais estratégicos do evento foi tratado em um encontro de nosso diretor de cibersegurança com a Cloudflare, fornecedora de soluções de segurança e resiliência digital. A discussão foi baseada no relatório Global Cybersecurity Outlook 2026, do Fórum Econômico Mundial, que indica que esse mercado está avançando para uma nova fase.
Alguns dados expressivos desse relatório dizem que:
Portanto, a IA deixou de ser apenas uma tendência ou diferencial competitivo, com foco em operação, governança, identidade, responsabilidade e resiliência.
“O debate não gira mais em torno de “ter ou não ter” determinadas soluções. O ponto central passa a ser: existe maturidade suficiente para usar tecnologia com integração, governança e capacidade de resposta?”, analisa Lucena. “Na prática, isso conversa muito com a forma como a 2S enxerga esse mercado. Não basta falar de inovação, nem apenas colocar IA no discurso. O que os clientes vão precisar cada vez mais é de apoio para adotar essas tecnologias com arquitetura, contexto, integração e segurança de verdade“, destaca ele.